Qualidade de Software: custo ou investimento?

“O triângulo equilátero da gerência de projetos teve que sofrer ajuste. A máxima de que projetos de software são afetados somente por Custo, Tempo e Escopo caiu por terra. Atualmente um item, antes útil, que agora se torna diferencial competitivo, é “a tal” da Qualidade.

Mas o que é qualidade para você? E o que é qualidade de um software?
O meu conceito de qualidade de software pode ser um e para o cliente do projeto, outro completamente diferente. Num portal de notícias você aceitaria erros de língua portuguesa (com ou sem nova norma ortográfica da Língua Portuguesa)? E um e-commerce, seria tolerável sua venda não ser concluída por erro?

O conceito de qualidade é muito subjetivo, mas o fato é que todos nós, e o cliente não será exceção neste quesito, temos um padrão de qualidade esperado.

E quanto custa ter a qualidade desejada para o seu “sisteminha” funcionar corretamente? Opa! Corretamente? Acurácia é uma das Subcaracterística da Qualidade, segundo a Norma ISO/IEC 9126-1. É preciso profissionais capacitados e isso ainda é um dilema mesmo com o crescente número de certificações na área, cursos de formação e até MBA.

Testar com T maiúsculo

Muita gente ainda pensa, digo, gerentes, que testar é só sentar e ficar batucando o teclado ou dedilhando o mouse até que alguma coisa aconteça e que você nem saiba como foi causado. É preciso uma série de processos, conhecimentos, experiência e talento para esta atividade ainda tão negligenciada.

Bons profissionais de teste custam tão caro quanto muitos desenvolvedores, mas como ainda é uma área pouco valorizada pela maioria, guardemos as devidas proporções salariais.

É preciso prazo para que as atividades de teste sejam feitas de forma relevante ou do contrário será somente feito o Monkey Test: aquele teste que uma criança ou um macaco podem fazer e que, certamente, não garante absolutamente nada de qualidade.

Um erro muito cometido é deixar a atividade de teste para o final do desenvolvimento. A fase de desenvolvimento atrasa (ou isso só acontece nas Bahamas?), mas o tempo para testar parece não ser abalado por isso. Comparo a um paredão de tijolos: não é possível passar através dele.

Acredito que o sonho de todo bom desenvolvedor é ver um bug bem relatado, com passo a passo executado, resultado encontrado, resultado esperado, evidência do teste etc. Se os bugs são inevitáveis, que pelo menos sejam bem reportados. Isso é o mínimo aceitável. Sim, você também tem seu critério de qualidade e aceitação para atividades do cotidiano e por que não no seu trabalho?

Perfil profissional: não é para todos

Mas não pense que é qualquer um que pode sentar e testar. “Coisa de programador frustrado”, “atividade de segunda linha”, “analista de sistema que não é inteligente o bastante pra ser programador”… Tudo isso já ouvi dizer sobre testadores e/ou analistas de teste.
Isso não é verdade. Assim como existem desenvolvedores medíocres, existem testadores medíocres, gerentes medíocres e assim por diante em qualquer área de atuação profissional.
Entretanto, profissionais pouco qualificados, que são jogados ou caem de pára-quedas na área de teste, estão denegrindo a imagem desta.

Mas tenho que concordar que ouvir alguém que se diz Analista de Teste falar “pá mim fazer”, escrever “ecessão” entre tantas outras pérolas, dá medo só de pensar no resultado dos testes.

Algumas empresas antenadas com a nova tendência mundial de preocupação com a qualidade como diferencial competitivo, tem investido na formação de equipes de teste e ferramentas para automação. Pena que a maioria das empresas ainda veem como custo e não como investimento.”

Fonte: Fórum Meiobit

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